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Data-driven

Gestão

O que é Data-driven

Data-driven descreve a cultura de decidir com base em dados, e não em opinião de quem tem o cargo mais alto na sala.

Na prática

Exige três coisas antes do discurso: medição confiável, alguém que saiba ler o dado e disposição de mudar de ideia. Sem a terceira, o dado é usado só para confirmar o que já se queria fazer.

Um caso real

Uma empresa se dizia orientada a dados e todas as decisões continuavam saindo da reunião de segunda com base em opinião. O que mudou o jogo não foi ferramenta nova: foi combinar que toda proposta viria com o número que a sustenta e com o número que a derrubaria. A segunda parte foi a difícil.

O erro mais comum

Usar dado pra confirmar decisão já tomada. É o padrão mais comum e o mais difícil de enxergar de dentro, porque produz reunião com aparência de rigor. O antídoto é definir antes qual resultado faria você mudar de ideia.

De onde vem

A expressão se popularizou nos anos 2000 com o barateamento da coleta e do armazenamento de dados. A discussão mais recente distingue decidir por dados de decidir informado por dados, reconhecendo que julgamento humano continua necessário onde o dado não alcança.

Perguntas frequentes sobre Data-driven

Todo dado é confiável?
Não. Dado mal coletado é pior que nenhum, porque dá confiança falsa. Antes de decidir, vale saber como aquele número foi medido e o que ele deixa de fora.
E quando não há dado?
Decide-se com julgamento, declarando que é julgamento. O problema não é a falta de dado, é fingir que existe evidência onde há palpite.
Dado substitui criatividade?
Não. Ele diz o que funcionou, e nunca o que ainda não foi tentado. Operação que só faz o que o dado já validou converge pro mesmo lugar de todo mundo.