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Inteligência artificial

Itaú apagou 2 letras da própria marca e virou outra coisa

Fachada de agência e perfil oficial viraram "i a" no mesmo dia. Não era erro nem rebranding: era teaser.

31 de julho de 2026

O Itaú apagou duas letras do próprio nome e virou "i a" na fachada de uma agência e no perfil oficial, no mesmo dia. Quem via sem contexto lia como defeito. Era teaser da ia.i, a nova IA conversacional do banco.

A meta é ambiciosa: 300 mil clientes já usam a ferramenta, e o Itaú projeta chegar a 3 milhões até setembro, com a intenção de levar a base inteira pra lá até dezembro.

O teaser funciona porque aposta na curiosidade antes da explicação. Só quem seguiu o desenrolar no Instagram entendeu a piada, e só depois veio o cronograma real por trás dela.

Por que isso importa pra quem faz marketing

O teaser funciona porque assume um risco calculado: por algumas horas, a marca parece quebrada de propósito. Quem viu sem contexto leu como erro, e é exatamente essa leitura equivocada que gera o comentário, o print e a explicação de terceiros, que é a distribuição de graça que a marca queria.

Pra fazer isso sem ser um banco, o requisito é um só: a revelação precisa vir rápido e no mesmo canal. Teaser sem prazo curto vira confusão real, e confusão real gera ligação no atendimento e desconfiança em quem nunca viu a explicação.

A parte que raramente é discutida é o número por trás: sair de 300 mil para 3 milhões de usuários em poucos meses é meta de adoção, não de campanha. Quando a meta é essa, o teaser resolve a atenção e a adoção depende inteiramente do produto funcionar na primeira tentativa.

Fonte: comunicação oficial Itaú (ia.i), via @marketingamesorg.

Um teaser bem feito aposta que a curiosidade sozinha já convence, antes de qualquer explicação. O Cluster também é assim: 16 termos, 4 grupos escondidos, explicação só no fim. Sem cadastro.

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