Marketing e mercado
Anúncio ruim custa mais caro que não anunciar, confirma estudo
78% dos consumidores acham anúncio ruim pior que nenhum anúncio. Uma pesquisa real mediu o que separa conectar de irritar.
7 de agosto de 2026
A Omnicom Media Intelligence publicou o estudo "Connected Content: The Force Multiplier for Maximizing Brand Influence", sobre o que faz um anúncio conectar de verdade com quem vê. A conclusão central: aquela peça única, feita pra um canal e replicada do mesmo jeito em todos os outros, não acompanha mais uma atenção que hoje se espalha por plataforma, formato, criador e ferramenta de IA ao mesmo tempo.
Os números por trás disso: 84% curtem anúncio relacionável, 78% sentem conexão quando ele aparece no momento certo. Contar uma história em partes também bate gritar tudo de uma vez, 40% compram mais depois de acompanhar uma sequência, e 87% dizem que informação útil (não só bonita) ajuda a conectar.
O aprendizado prático pra quem monta campanha: parar de pensar em "1 peça, adaptada pra todo canal" e passar a pensar em fragmentos que se conectam entre si, cada um chegando no momento em que a pessoa presta atenção de verdade. Anúncio ruim não é neutro, ele custa mais caro que não anunciar.
Por que isso importa pra quem faz marketing
O achado central não é sobre qualidade de criação, é sobre adaptação por canal. Uma peça pensada pra um formato e replicada igual em todos os outros perde porque cada canal tem uma expectativa própria de ritmo, de duração e de tom. O custo disso não aparece no relatório como desperdício, aparece como custo por resultado subindo devagar.
A aplicação prática pra operação pequena é a mais barata que existe: antes de subir a campanha, olhar a peça no lugar em que ela vai aparecer, no celular, e perguntar se ela faz sentido ali. Vídeo horizontal cortado pra vertical e texto de anúncio de busca colado em rede social são os dois casos mais comuns e os mais fáceis de corrigir.
A ressalva necessária é sobre os números do estudo: percentuais de preferência declarada medem o que as pessoas dizem preferir, e não o que elas fazem. Servem pra orientar hipótese, e a confirmação continua sendo o seu próprio teste com verba real.
Fontes: Marketing Dive, PR Newswire (Omnicom Media Intelligence), via @marketingamesorg.
A receita do estudo é contexto, momento certo e informação útil. É a mesma receita do Cluster: joguinho diário de marketing, sempre no seu minuto livre, sempre explicando o conceito de verdade no final.
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